CiênciaQuímica - Química Orgânica


QUÍMICA ORGÂNICA



DEFINIÇÃO


Química Orgânica é a Química dos compostos de carbono.

O qualificativo enganoso "orgânico" é um relíquia da época em que, consoante a sua origem, se dividiam os compostos químicos em duas classes: inorgânicos e orgânicos. Compostos inorgânicos eram os que se obtinham de minerais; os compostos orgânicos provinham de fonte animais ou vegetais, quer dizer, eram produzidos por organismos vivos. Até cerca de 1850, muitos químicos pensavam mesmo que os compostos orgânicos tinham forçosamente de se originar nos organismos vivos e que, por conseguinte, jamais se poderiam sintetizar a partir de materiais inorgânicos.

Estes compostos provenientes de produtos orgânicos apresentavam a seguinte característica comum: continham todos o elemento carbono. Chegou-se mais tarde à conclusão de que eles não resultavam necessariamente apenas da atividade dos organismos vivos e que se podiam preparar no laboratório; mesmo assim, continuou a ser conveniente utilizar o termo "orgânico" para designar estes compostos e outros análogos a eles. A divisão entre compostos inorgânicos e orgânicos ainda hoje se mantém.

É extraordinária a importância tecnológica da Química Orgânica. É a química dos corantes e produtos farmacêuticos, do papel, e da tinta de escrever, das tintas, vernizes e plásticos, da gasolina e da borracha; dos produtos com que nos alimentamos e do nosso vestuário.

A Química Orgânica é fundamental para a Biologia e para a Medicina. Excluída a água, os organismos vivos estão formados principalmente por compostos orgânicos: as moléculas da "Biologia Molecular" são moléculas orgânicas. A nível molecular a Biologia é Química Orgânica.

Não será exagerado afirmar-se que vivemos presentemente na Idade do Carbono. Praticamente todos os dias os jornais nos falam de colesterol e gorduras insaturadas, de hormonas do crescimento e esteróides, de inseticidas e feromonas, de substâncias carcinogênicas e agentes quimioterapêuticos, do DNA e dos genes. Há guerras por causa do petróleo. As duas maiores catástrofes potenciais que nos ameaçam, hoje em dia, resultam ambas da acumulação de compostos de carbono na atmosfera: o desaparecimento da camada de ozono deve-se essencialmente aos clorofluorcabonetos; o efeito estufa deve-se ao metano, aos clorofluorcarbonetos e, sobre tudo, ao dióxido de carbono.



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Emoglobina